Afonso do Paço | A Vida Militar no Cancioneiro Popular Português

“Muitos ramos do folclore português têm sido versados por estudiosos mas, que nós saibamos, o capítulo das coisas militares não tem merecido obra de vulto (…)
Por nossa parte publicamos as gírias e os adágios e rifões.” da introdução

 “ O Tenente-Coronel Afonso do Paço, arqueólogo de indiscutível renome, também é um etnólogo de real merecimento, como tem provado em alguns trabalhos de maior interesse, particularmente no capítulo das coisas militares (...) Pude, assim auscultar a alma do nosso povo ingénuo e simples, e verificar, através das trovas, o suplício que era para os rapazes o assentar praça. Confesso que me impressionaram desagradavelmente algumas quadras, pelo tom de lamúria e desalento que revelavam. No entanto, justiça seja feita, mal entravam no quartel o cenário era totalmente diferente: o soldado adquiria a noção da responsabilidade e cumpria orgulhosamente o seu dever (…) A demonstrar a categoria excepcional do soldado português, que foi sempre o obreiro genial da nossa história sem par… Fernando Pires de Lima no prefácio

Formato: 17 x 22,5 cm | 88 + VII Páginas | Capa de brochura
Edição do Museu de Etnografia e História / Junta Distrital do Porto. (Imprensa Portuguesa. Porto. S.d.)

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Agustina Bessa-Luís | Pensadora Entre as Coisas Pensadas [Edição Numerada]

Laurea Honoris causas | Pensadora Entre as Coisas Pensadas / Pensatrice fra le cose pensate (Edição bilingue PT / IT)

Tiragem de 1500 exemplares dos quais 500, numerados de 001 a 500.
EXEMPLAR Nº

«Sendo eu escritora, estou pronta a divagar sobre os assuntos que vêm ter comigo. Eles têm mais força do que eu. Ainda que se apresentem como pobres, esperam que eu nos seus andrajos não me engane. E descubra o oiro que trazem às mãos cheias, porque tudo o que é humano é auxiliar da glória. Para apreender a vida real, diz Jung que precisamos de ter em conta o ponto de vista do sentimento, isto é, todos os dados afectivos da alma, e esta, na sua totalidade, nunca poderá ser compreendida nem apreendida apelas pela inteligência. Por isso, não quero como assunto nada de extravagante, mesmo como timbre lírico. Não quero brilhar, nem convencer, coisa que os poetas querem muitas vezes. Quero ser sóbria de palavras, constante de gratidão, verídica de fidelidade para quem confia em mim.» in "Laurea Honoris Causa: Pensadora Entre as Coisas Pensadas"

Texto de Agustina Bessa-Luís e Aniello Angelo Avella.
Desenho de Alberto Luís
Formato: 18,5 x 29,5 cm | 48 Páginas (Edição composta em Garamound e impressa em papel 150 gr. Munken Pure) | Encadernação de Capa dura com gravação a dourado.
1ª Edição | Guimarães Editores & Universitá Degli Studi Di Roma ‘Tor Vergata’, 2008

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José Marmelo e Silva | Desnudez Uivante [1ª edição]

A Madeira, que Marmelo e Silva conheceu efectivamente, na qualidade de alferes, vivia então Portugal uma pretensa neutralidade ao tempo da II Guerra Mundial, escondia debaixo da antonomásia Pérola do Atlântico infernos que se agudizavam sobremaneira quando as pessoas em causa pertenciam ao género feminino. Essa realidade acaba por ser ficcionalmente transposta para o universo de diversas personagens de Desnudez Uivante, sejam elas meninas e adolescentes fechadas num orfanato, o Asilo de Santa Úrsula, pequenas de bairros pobres, expostas a todo o tipo de miséria, criadas de um Eden-Hotel, onde são “pau para toda a colher”, bordadeiras exploradas até à exaustão das forças físicas, prostitutas, seja de rua, seja de luxo, e até mulheres de oficiais.
O espaço que é esse Eden-Hotel pode, pois, ser considerado uma sinédoque de toda a Madeira, tal como ela está ficcionalizada no último romance de Marmelo e Silva, porventura o mais autobiográfico de toda a sua obra, e por isso o mais inquietante nas denúncias aí patentes.

Capa e Direcção Gráfica: Armando Alves
Formato: 12,5 x 20,5 cm | 224 Páginas | Capa de brochura
1ª Edição | Editora Limiar, 1983

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Maria Alberta Menéres | Os Mosquitos de Suburna [1ª Edição]

Queria dizer-te que não sei
que há qualquer coisa
talvez desperdiçada  talvez não
Tu sentiste-a   disseste que era como
qualquer uma oura coisa que
esqueci
A tarde era  talvez já fosse tarde
e a noite não vinha
- como sempre
Queria dizer-te mas não sei se agora
me saberás ouvir


Colecção Pedras Branca
Formato: 14,5 x 21 cm | 36 Páginas | Capa de brochura
1ª Edição, 1967

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José Viale Moutinho | Saudades da Ilha (Madeira) - Antologia poética

Evocações poéticas da Ilha da Madeira - Antologia
Selecção e apresentação de José Viale Moutinho.

Textos de: 
A. J. Vieira de Freitas | António de Carvalhal Esmeraldo e Câmara | António Nobre | António Rebordão Navarro | António Sérgio | Armando da Silva Carvalho | Bulhão Pato | Cabral do Nascimento | Carlos Cristóvão | Carlos de Oliveira | Carlos Nogueira Fino | Delfim Guimarães | Edmundo de Bettencourt | Ernesto Rodrigues | Francisco Álvares da Nóbrega | Francisco de Paula Medina e Vasconcelos | Francisco Duarte Mangas | Gomes Leal | Irene Lucília Andrade | Jaime Cortesão | João Dionísio | João Miguel Fernandes | João Rui de Sousa | Jorge Sousa Braga | Jorge Velhotes | José de Sainz-Trueva | José Agostinho Baptista | José António Gonçalves | José Manuel Mendes | José Tolentino de Mendonça | Júlio Dinis | Luís de Camões | Manuel Gonçalves de Freitas | Manuel Tomás | Pedro Ivo e Vasco Graça Moura

Com uma aguarela de José Encarnação
Formato: 13,5 x 23 cm | 80 Páginas Br
1ª Edição | Edições Asa, 2003

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John O’Connor | Vistas de Cidades - Cityscapes Lisboa Porto Coimbra [edição Limitada]

Aguarelas e desenhos de John O’Connor complementados por textos de autores portugueses seleccionados por Maria do Carmo Paço d’Arcos. 
«Há em cada cidade uma alma única, que vive sobretudo nos seus lugares simbólicos, aqueles que persistem no coração, na memória, no tempo, ganhando aquela eternidade que nos toca, efémeros que somos. Foi nesses lugares que o pintor inglês John O’Connor procurou, naturalmente, a alma de três cidades portuguesas, Lisboa, Porto e Coimbra, encontrando-a em praças, ruas e becos, miradouros e jardins, igrejas e monumentos, cafés e quiosques, e no rio que lhes corre no horizonte. Dos encontros nasceram as aguarelas e desenhos reproduzidos neste livro, quase um diário pintado das emoções que as três cidades lhe despertaram no olhar.» Fátima Vieira – Crítica de arte

Textos de:
Afonso Duarte / Alberto de Oliveira / Almeida Garrett / António Botto / António de Sousa / António Homem de Mello / António Lousada / António Manuel Couto Viana / António Sardinha / Calderon Dinis / Cesário Verde / David Mourão Ferreira / Egito Gonçalves / Euclides Cavaco / Eugénio de Andrade / Eugénio de Castro / Fernando Pessoa / Fialho de Almeida / Gil Vicente / Henrique Rêgo / Jacinto Soares de Albergaria / Jaime Cortesão / João de Lemos / José Gomes Ferreira / Luís de Camões / Luís Veiga Leitão / Manuel Teixeira Gomes / Mário Cesariny de Vasconcelos / Martinho de Brederode / Pedro Tamen / Raúl Brandão / Rose Macaulay / Rui Lage / Ruy Belo / Sophia de Mello Breyner Andresen / Teixeira de Pascoaes / William Beckford / Vasco Graça Moura

Edição Limitada a 500 exemplares
Edição bilingue (Português/Inglês)
Formato: 25 x 31,5 cm / 128 Páginas – ilustrado a cores e impresso em papel Stockwell Special 160 grs. 
Encadernação: Capa dura forrada a tecido com sobrecapa.
1ª Edição | Caixa Geral de Depósitos, 2009

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O Palácio da Relação e Cadeia do Porto | Maria José Moutinho e Margarida Santos Coelho

Valioso contributo para a história da Cidade do Porto, em particular para a história de um dos seus mais importantes e enigmáticos exemplares de Arquitectura civil de origem setecentista.
Este estudo, fruto de colaboração interdisciplinar, nasceu, de forma quase involuntária, da junção de dois projectos autónomos que um dia se cruzaram. Pelo meio havia um edifício magnífico com a história por fazer: O Palácio da Relação e Cadeia do Porto. A sua estrutura foi organizada foi organizada de acordo com um itinerário que o leitor pudesse percorrer, recordando, de caminho, episódios das memórias do velho edifício. Decidiu-se partir dos seus antecedentes históricos, assistir à evolução da área urbana envolvente, e, em seguida, entrar à descoberta do próprio imóvel, conhecer alguns dos seus problemas construtivos, para depois percorrer, com vagares, os espaços interiores, seguindo passo a passo as vicissitudes da sua história. Finalmente, pressentir as vivências que se escondem por detrás de cada espaço, através das recordações de um património perdido e da visão fugaz de alguns homens que, marcados pelo destino, ali deixaram sinal da sua passagem. Para a realização deste projecto foi essencial, como já se referiu, a utilização de um importante conjunto de documentação histórica inédita.

Direcção Gráfica de João Machado.
Formato: 24 x 30,5 cm | 240 Páginas muito Ilustrado com fotografias, desenhos e mapas.
Encadernação: Capa dura forrada a tecido com a sobrecapa e caixa de proteção.
1ª Edição | Edições Asa, 1993

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Jorge Pinheiro | As Idades do Homem

“À organização deste volume presidiu a intenção de reproduzir um conjunto de textos, datados de 1968 a 2009, escritos em catálogos de exposições individuais de Jorge Pinheiro, por se tratar de materiais de circulação restrita; em jornais e revistas, publicações que pela sua natureza, desapareceram rapidamente do nosso horizonte; e em volumes monográficos, estes com menor presença na antologia que resultou da opção referida. Recuperaram-se, deste modo, textos essenciais para o entendimento do trabalho do artista e autores que acompanharam o seu trajecto ou que sobre ele se pronunciaram em momentos particulares. Alguns títulos foram atribuídos por nós com intenção de assinalar e destacar a sua disposição no presente livro que adquire, assim, um cunho didáctico. Em dois casos adoptou-se a frase inicial do texto, à maneira do que sucede nos poemas que os poetas não intitulam…” (Nota prévia)

Textos: Bernardo Pinto de Almeida | Carlos Vidal | Eduardo Paz Barroso | Fernando Pernes | João Miguel Fernandes Jorge | João Pinharanda | José-Augusto França | José Luís Porfírio | Laura Castro | Maria Augusta Babo | Rui Mário Gonçalves e Vasco Graça Moura

Coordenação de José da Cruz Santos
Prefácio de Vasco Graça Moura e Laura Castro
Design de Rui Mendonça
Formato: 28,5 x 31,5 cm | 156 Páginas
Encadernação: Capa dura com sobrecapa + Caixa de proteção
1ª Edição | Modo de Ler, Porto, 2012

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António Damásio | O Livro da Consciência – A Construção do Cérebro Consciente

Como é que o cérebro constrói a mente? E como é que o cérebro torna essa mente consciente? Qual a estrutura necessária ao cérebro humano e qual a forma como tem de funcionar para que surjam mentes conscientes?

Há mais de trinta anos que o neurocientista António Damásio estuda a mente e o cérebro humanos e é autor de vasta obra publicada em livros e artigos científicos. No entanto, formulou o presente livro como um recomeço, quando a reflexão sobre descobertas importantes da investigação, recentes e antigas, alterou profundamente o seu ponto de vista em duas questões particulares: a origem e a natureza dos sentimentos, e os mecanismos por detrás do eu. 
O Livro da Consciência constitui assim uma tentativa de debater as noções actuais nestes domínios. Uma obra magistral que nos deixa entrever aquilo que ainda não sabemos sobre o cérebro e a consciência, mas gostaríamos muito de saber, e que estabelece uma ponte entre a biologia e a cultura.

Formato: 15 x 23 cm | 437 Páginas | Capa de brochura
1ª Edição | Temas E Debates / Círculo de Leitores, 2010

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Carlos Bento da Maia | Manual de Cozinha e de Copa

A arte culinária constitui um dos conhecimentos mais necessários…
Este manual tem por fim indicar alguns princípios gerais que é necessário conhecer, seguindo-os de um certo número de receitas por nós levadas à prática e que pela sua clareza possam ser postas em execução pelas pessoas pouco iniciadas na arte culinária.

Formato: 19 x12 cm | 144 Páginas | capa de brochura
3ª Edição actualizada | Guimarães & Cª Editores, 1975

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Mário Soares – O PRESIDENTE | Maria João Avillez

Entrevistas conduzidas por Maria João Avillez a Mário Soares sobre a avaliação que faz do seu próprio desempenho como Presidente da República, ao longo de uma década particularmente marcante para a vida política e social portuguesa. «Como Presidente da República, ficou dois mandatos. É desses dois mandatos que aqui, neste volume, se dá conta: da responsabilidade com que viveu a sua magistratura e do cuidado que pôs nela; da apetência para o Mundo e as coisas da cultura que nunca separou da prática da política; das redescobertas do País e dos Portugueses, olhados, agora, um e outro, de um plano que em nada se confundia já com o peso e o fardo que envolveram sempre o então Primeiro-Ministro; da curiosidade e do afã com que seguiu a peripécias internas e a sucessão das lideranças no PS , a vida parlamentar, a vida partidária». Do prefácio

Formato: 16 x 24 cm / 448 Páginas Br
1ª Edição | Público, Maria João Avillez e Mário Soares, 1997

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Mário Soares – DEMOCRACIA | Maria João Avillez

Entrevistas conduzidas por Maria João Avillez a Mário Soares sobre o período vivenciado entre 1976 e 1986 (trajecto seguido por Mário Soares até chegar à Presidência da Republica Portuguesa).
«Eanes fora eleito Presidente da República, e Mário Soares era já Primeiro-ministro. Depois, líder da oposição, depois, outra vez, chefe do governo. Nos intervalos, cumpria missões para a Internacional Socialista da qual era Vice-Presidente desde 1976 e esgrimia: contra Eanes e os comunistas, Sá Carneiro, primeiro, a AD, depois.
Foram 10 anos totalmente ocupados pela luta política e guiado por aquele fio de intuição que sempre lhe ditou por onde era o caminho». Do prefácio

Formato: 16 x 24 cm / 356 Páginas Br
1ª Edição | Público, Maria João Avillez e Mário Soares, 1996

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Aureliano Lima | O Homem Cinzento ou a Alquimia dos Números - narrativa

O texto em questão vive sobretudo dum diálogo entre o eu do narrador e o outro, apresentado sucessivamente como o «amigo», «um sujeito que se cola a mim como uma ventosa», «uma criatura cinzenta, baça, incomodativa», «um muro impenetrável» e finalmente, como se regressássemos à primeira caracterização com um novo entendimento, «o meu verdadeiro Amigo». O outro, ao contrário do que acontece com o tu que é sempre intermediário que permite vencer o nosso isolamento em relação á própria realidade, tenda a transformar-se apenas no substituto do eu. Desenha-se assim, uma metamorfose dum ser cujos limites, voltados para uma realidade hostil e que ele hostiliza pela própria possibilidade de a destruir ou alterar, tornam-se demasiado esbatidos para que possam traçar-lhe o perfil essencial: «Você não tem a face do seu espelho…». Da introdução

Introdução por Fernando Guimarães
Formato: 15 x 20,5 cm / 30 Páginas Br
1ª Edição do Autor, 1975

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Miguel Torga | Aqui, neste lugar e nesta hora – Actas 1º Congresso Internacional

Actas do primeiro congresso internacional sobre Miguel Torga / Apoio da Fundação Calouste Gulbenkian

“…Quando se recebe duma mulher inteligente, culta e sensível uma prova de dedicação como a de organizar e levar a cabo um Colóquio para melhor compreensão do que somos e fizemos no mundo, tem-se obrigação de estar são e escorreito para lho agradecer devidamente. E é a muito custo que rabisco estas linhas, que terão que ir assim, tortas e garanhas. Anima-me, contudo, a esperança de que, mesmo tartamudas, lhe darão fiel testemunho do que me vai na mente e no coração.” Carta de Miguel Torga à Drª Maria da Glória Padrão

Textos de: Albano Martins, Antônio Houaiss, Eduardo Lourenço, Eugénio Lisboa, Gonzalo Torrente Ballester, Helena Carvalhão Buescu, Jorge Listopad, José António Gomes, Luciana Stegagno Picchio, Maria da Glória Padrão, Óscar Lopes, Salvato Trigo, Teresa Rita Lopes, entre muitos outros

Desenho de capa: José Rodrigues
Formato: 16 x 23 cm / 520 Páginas
Encadernação: capa mole
1ª Edição | Edições Universidade Fernando Pessoa, 1994

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António Barreto | Um Retrato do Douro

Com muito trabalho e uma longa experiência, os homens fizeram, numa região singular, um vinho excepcional. Lutas e negócios, leis e ciências, prosperidade e sofrimento contribuíram para fazer o vinho do Porto, que acabou por moldar o Douro e os seus homens. É um pouco da sua história breve que é contada neste «retrato», para o qual o texto conta tanto como o conjunto de imagens selecionadas e relativas a quase dois séculos de vida, de vinhos e de trabalhos.

Orientação gráfica: João Segurado.
Formato: 22 x 29,5 cm / 66 Páginas muito ilustrado
Encadernação: Capa dura forrada a tecido c/ sobrecapa
1ª Edição | Vista Alegre, 1984

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José Pedro Castanheira | MACAU os últimos cem dias do Império

Trata-se de uma crónica, escrita dia-a-dia, sobre os últimos cem dias do império português.
É uma crónica feita de cem crónicas, que tiveram como pretextos inspiradores episódios, efemérides, notícias, memórias, impressões, encontros, leituras, sentimentos. Sobre Macau, a propósito de, ditadas por. Crónicas sobre a administração portuguesa e o dia-a-dia da comunidade chinesa. Sobre a minoria portuguesa, a imensa maioria chinesa e o deveras singular grupo macaense (que, só por facilidade de exposição, optei por distinguir e isolar das vertentes que estão na sua origem). Crónicas também sobre as diversas formas de poder e contra-poder, do seu exercício e dos seus detentores. Sobre a política, a economia, a cultura, a religião, o quotidiano, os usos e costumes. Onde se fala de Lisboa e de Pequim, de Cantão e de Zhuhai, de Hong Kong e Taiwan sem nunca esquecer Timor-Leste, um drama e uma esperança presentes quase diariamente. Crónicas ainda sobre a história e as tradições, os enigmas e mistérios orientais. Sobre o encontro de civilizações – choque? Diálogo? Interpenetração? Coexistência?
Este projecto contou com o apoio dos Livros do Oriente e das Publicações Dom Quixote.

Formato: 21,5 x 21,5 cm / 348 Páginas
Encadernação: Capa dura com sobrecapa
1ª Edição | Publicações Dom Quixote / Livros do Oriente, 2000

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Natércia Freire | Liberdade Solar [Poesia]

Com este livro, Natércia Freire atinge o ponto mais alto da sua extraordinária carreira poética.
É um livro estranho e misterioso. Estranho pela concepção, e misterioso pelo halo oculto e transcendente que envolve cada um dos seus poemas. Em cada verso se pressente qualquer coisa para além dele. E para os entender bem, é necessário abstrairmo-nos da lógica formal e silogística e apreendermos os vários sentidos de cada palavra.
A Poesia é uma tentativa de expressão do inexprimível – tentativa conseguida neste livro quase até ao extremo limite. É também uma forma de comunicação que, embora oculta e secreta, é entre os homens a mais autêntica e profunda.
Natércia Freire dá-se por inteiro nos seus versos. Por essa razão, ao lado humano permanente, cheio de todas as revoltas e angústias, se acrescenta o desejo de conquistar a «Liberdade transcendente» a única possível para o verdadeiro Poeta.

Formato: 14 x 19 cm / 86 Páginas Br
1ª Edição | Sociedade de Expansão Cultural, s.d [1978]

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Conversas com Sarah Affonso | Maria José Almada Negreiros

“ O livro de Maria José Almada Negreiros traz os materiais necessários ao conhecimento dum homem e duma época e, consequentemente, ao levantamento do palco e dos personagens subjacentes ao grande espectáculo da sua obra.
Este livro é o reverso dos livros que se escrevem sobre Almada: livro de “pequena história” e, por isso, popular e sábio, porque os acontecimentos saltam da vida com a comunicabilidade com que acontecem e, logo a seguir, exigem da imaginação do leitor a recriação do movimento donde nasceu a obra do grande artista” António Alçada Baptista

Formato: 15,5 x 23,5 cm / 131 Páginas / Ilustrado com fotografias a p&b Br
3ª Edição | 1ª nas Publicações Dom Quixote, 1993

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Herberto Hélder | Photomaton & Vox [1ª Edição]

"Photomaton & Vox, contém textos cuja classificação genológica é difícil, na medida em que inclui «ramificações autobiográficas» e «notas pessoais», «artes poéticas» e metatextos em que se reflecte sobre a representação: pintura, escultura e cinema. Se, por um lado, a sua poesia é aqui concebida como um «corpo orgânico [...], um cosmos explícito, "objectual"», por outro, «a superação do caos exprime-se pelo encontro de uma linguagem» que por estes ensaios se procura."  In Dicionário Cronológico de Autores Portugueses

Capa de Manuel Rosa
Formato: 16 x 18,5 cm | 187 Páginas Br
1ª Edição | Assírio & Alvim, 1979

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Arnaldo Gama | só as Mulheres sabem amar (verdades e ficções – 1ºvol.)

Edição Popular de 1936
Obra de um portuense que passava as férias em S. Miguel das Aves.
Reunidas no volume “Só as Mulheres Sabem Amar” (Verdades e Ficções), Arnaldo Gama publicou nesse ano uma série de novelas de cariz romântico. Entre essas novelas, destaca-se “Um Defeito de Organização”, não só porque a acção se passa em São Miguel das Aves e nas terras vizinhas, mas sobretudo porque permanece como um testemunho dos usos e costumes e também a linguagem das gentes do Minho (região à qual S. Miguel das Aves pertencia).

" O Minho tem uma fraseologia e uma pronúncia particular. Não é só nos bb e nos vv que erra a pronúncia; erra-a nos rr e nos ll ainda mais escandalosamente,e, sobretudo, erra-a no modo arbitrário como cada um pronuncia as palavras, ainda mesmo aquelas que são exclusivas da província". (...)Para provar o que digo, vou pois fazer falar os minhotos com a pronúncia que se pode chamar o tipo geral da província.
 - E o criado?
 - Lá 'stá de catrambias na barra. Honte caijo morria de uma topada à porta do quinteiro: a lûa 'stava bem crara mas aquilo é um 'stavareda, binha muito fistor p'la porta dentro, tropeçou num fueiro que 'stava no chom, e esmurrou as ventans e os queixos na padieira da porta, e esfarrapou as caurças. Ficou com a cabeça vastante relaxada da cahida, e assim pediu-me que biesse 'stifazer a ovrigação.
- E que horas são?
-Aicho que onze; o sol já vai aurto ha munto.

O autor, em nota de rodapé (pag. 35, 36 e 37) esclarece o leitor sobre as palavras barra e 'stavareda. Esta última ainda se usa por cá. Transcrevo a nota sobre a barra ( que, quando criança, ainda vimos tal e qual... " Grande taboleiro, sobrado, ou como quiserem chamar, a modo de sótão, cheio de palha, e por cima dos currais do gado, por cuja porta se entra para ele, e onde dormem os criados e os filhos varões dos lavradores do Minho, enquanto são solteiros."

Formato: 13,5 x 19 cm / 137 Páginas Br
1ª Edição | A. Figueirinhas, 1936

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