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Coretos em Lisboa 1790-1990 | Eunice Relvas e Pedro Bebiano Braga

Este estudo inédito sobre os coretos em Lisboa, baseado numa investigação histórica-artística exaustiva, trará ao leitor não só a história dos coretos existentes, mas a surpresa da descoberta de outros coretos – volantes, projectados e demolidos.
Este livro é um contributo para a preservação da memória / história da cidade, onde o coreto foi/é património importante, muitas vezes ignorado – que é necessário conservar. Arquitectura de um espaço, muitas vezes efémera, à qual importa devolver o seu valor qualitativo, onde a leitura do interior/exterior é quase ilegível. A sua forma revelando gostos, tornam-no intrinsecamente decorativo do jardim e da festa.
A história da sua localização prende-se à do urbanismo e ajardinamento. É também a dos homens desta cidade, dos seus hábitos, das suas aspirações, dos seus regozijos e dos sons que se perderam no tempo…

Prefácio de José-Augusto França 
Formato: 24 x 30 cm / 175 Páginas / Muito Ilustrado
Encadernação: capa dura com sobrecapa
1ª Edição / Editorial Fragmentos, 1991

Exemplar em Excelente Estado. Interior limpo, sem assinaturas.
25,00€ OFERTA PORTES

Francisco da Holanda | Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa

Esta pesquisa enfoca particularmente a relação entre arquitectura e cidade presente no manuscrito que reúne, nas lembranças, uma série de imagens destinadas a conferir um perfil monumental a Lisboa, cidade capital do reino e modelo para as principais colónias portuguesas. No novo olhar sobre Da Fabrica que falece procura verificar a hipótese de que o manuscrito deva ser interpretado como um memorial de arquitectura aplicado à cidade, onde o arquitecto elabora imagens retóricas para promover a Renovatio urbis de Lisboa. Como - Rainha de um vasto império português a capital deveria ser transformada à imagem da magnificência da Roma Antiga e imperial, um topos que já vinha sendo reiterado nas principais cortes italianas entre os séculos XV e XVI e que nas palavras de Holanda assume um tom muito particular. Os ensaios destacam a importância assumida por Holanda, enquanto arquitecto conselheiro régio, que interpreta as aspirações artísticas e políticas conflitantes da corte de D. João III (1521-1557) e D. Sebastião (1568-1578). E em função das experiências vivenciadas em Itália, sobretudo em Roma, Florença e Veneza, através de levantamentos, do estudo da Antiguidade, da arquitectura Imperial e do contacto mantido com artistas italianos ele propõe a renovação da cidade capital decalcada no modelo antigo.

Introdução, notas e comentários de José da Felicidade Alves
Formato: 17 x 23,5 cm / 110 Páginas Br
Edição Livros Horizonte, 1984

INDISPONÍVEL

A Arte do Manuelino (Mecenas, Influências, Espaço) - M. C. Mendes Atanázio

"A especificidade de um estilo arquitectónico reside na sua maneira de organizar as estruturas e na sua funcionalidade e noção de espaço, e esse constitui o inovador ponto de partida para uma abordagem, que ainda ninguém tentara, à arte do Manuelino. O seu autor documenta-se abundantemente em exemplos sobejamente conhecidos, como o do Mosteiro de Belém ou o do Convento de Cristo em Tomar com a sua célebre janela, para não mencionar senão dois dos mais significativos, e analisa exaustivamente em pormenor a sua construção e decoração. Mas, para além dessa análise, o autor vai também procurar definir as influências políticas, sociais e culturais que deram expressão a um estilo que é único no mundo. Mas apesar dos contributos góticos, platerescos, mudéjares e renascentistas, se o Manuelino ficou português , isso se deve à influencia dos mesteres e ofícios mecânicos e à consequente relação com as armações de carácter efémero que eram utilizadas em festividades, recepções, etc.
Um apêndice final reúne a documentação e respectiva análise sobre as «arcadas do dormitório» do Mosteiro de Belém, antes das modificações efectuadas ao longo dos séculos XIX e XX.

Formato: 16,5 x 23 cm / 220 Páginas com gravuras e fotografias a preto e branco - Br
1ª Edição | Editorial Presença, 1984

INDISPONÍVEL