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Agustina Bessa-Luís | Pensadora Entre as Coisas Pensadas [Edição Numerada]

Laurea Honoris causas | Pensadora Entre as Coisas Pensadas / Pensatrice fra le cose pensate (Edição bilingue PT / IT)

Tiragem de 1500 exemplares dos quais 500, numerados de 001 a 500.
EXEMPLAR Nº

«Sendo eu escritora, estou pronta a divagar sobre os assuntos que vêm ter comigo. Eles têm mais força do que eu. Ainda que se apresentem como pobres, esperam que eu nos seus andrajos não me engane. E descubra o oiro que trazem às mãos cheias, porque tudo o que é humano é auxiliar da glória. Para apreender a vida real, diz Jung que precisamos de ter em conta o ponto de vista do sentimento, isto é, todos os dados afectivos da alma, e esta, na sua totalidade, nunca poderá ser compreendida nem apreendida apelas pela inteligência. Por isso, não quero como assunto nada de extravagante, mesmo como timbre lírico. Não quero brilhar, nem convencer, coisa que os poetas querem muitas vezes. Quero ser sóbria de palavras, constante de gratidão, verídica de fidelidade para quem confia em mim.» in "Laurea Honoris Causa: Pensadora Entre as Coisas Pensadas"

Texto de Agustina Bessa-Luís e Aniello Angelo Avella.
Desenho de Alberto Luís
Formato: 18,5 x 29,5 cm | 48 Páginas (Edição composta em Garamound e impressa em papel 150 gr. Munken Pure) | Encadernação de Capa dura com gravação a dourado.
1ª Edição | Guimarães Editores & Universitá Degli Studi Di Roma ‘Tor Vergata’, 2008

INDISPONÍVEL

José Marmelo e Silva | Desnudez Uivante [1ª edição]

A Madeira, que Marmelo e Silva conheceu efectivamente, na qualidade de alferes, vivia então Portugal uma pretensa neutralidade ao tempo da II Guerra Mundial, escondia debaixo da antonomásia Pérola do Atlântico infernos que se agudizavam sobremaneira quando as pessoas em causa pertenciam ao género feminino. Essa realidade acaba por ser ficcionalmente transposta para o universo de diversas personagens de Desnudez Uivante, sejam elas meninas e adolescentes fechadas num orfanato, o Asilo de Santa Úrsula, pequenas de bairros pobres, expostas a todo o tipo de miséria, criadas de um Eden-Hotel, onde são “pau para toda a colher”, bordadeiras exploradas até à exaustão das forças físicas, prostitutas, seja de rua, seja de luxo, e até mulheres de oficiais.
O espaço que é esse Eden-Hotel pode, pois, ser considerado uma sinédoque de toda a Madeira, tal como ela está ficcionalizada no último romance de Marmelo e Silva, porventura o mais autobiográfico de toda a sua obra, e por isso o mais inquietante nas denúncias aí patentes.

Capa e Direcção Gráfica: Armando Alves
Formato: 12,5 x 20,5 cm | 224 Páginas | Capa de brochura
1ª Edição | Editora Limiar, 1983

INDISPONÍVEL

Maria Alberta Menéres | Os Mosquitos de Suburna [1ª Edição]

Queria dizer-te que não sei
que há qualquer coisa
talvez desperdiçada  talvez não
Tu sentiste-a   disseste que era como
qualquer uma oura coisa que
esqueci
A tarde era  talvez já fosse tarde
e a noite não vinha
- como sempre
Queria dizer-te mas não sei se agora
me saberás ouvir


Colecção Pedras Branca
Formato: 14,5 x 21 cm | 36 Páginas | Capa de brochura
1ª Edição, 1967

INDISPONÍVEL

José Viale Moutinho | Saudades da Ilha (Madeira) - Antologia poética

Evocações poéticas da Ilha da Madeira - Antologia
Selecção e apresentação de José Viale Moutinho.

Textos de: 
A. J. Vieira de Freitas | António de Carvalhal Esmeraldo e Câmara | António Nobre | António Rebordão Navarro | António Sérgio | Armando da Silva Carvalho | Bulhão Pato | Cabral do Nascimento | Carlos Cristóvão | Carlos de Oliveira | Carlos Nogueira Fino | Delfim Guimarães | Edmundo de Bettencourt | Ernesto Rodrigues | Francisco Álvares da Nóbrega | Francisco de Paula Medina e Vasconcelos | Francisco Duarte Mangas | Gomes Leal | Irene Lucília Andrade | Jaime Cortesão | João Dionísio | João Miguel Fernandes | João Rui de Sousa | Jorge Sousa Braga | Jorge Velhotes | José de Sainz-Trueva | José Agostinho Baptista | José António Gonçalves | José Manuel Mendes | José Tolentino de Mendonça | Júlio Dinis | Luís de Camões | Manuel Gonçalves de Freitas | Manuel Tomás | Pedro Ivo e Vasco Graça Moura

Com uma aguarela de José Encarnação
Formato: 13,5 x 23 cm | 80 Páginas Br
1ª Edição | Edições Asa, 2003

INDISPONÍVEL

John O’Connor | Vistas de Cidades - Cityscapes Lisboa Porto Coimbra [edição Limitada]

Aguarelas e desenhos de John O’Connor complementados por textos de autores portugueses seleccionados por Maria do Carmo Paço d’Arcos. 
«Há em cada cidade uma alma única, que vive sobretudo nos seus lugares simbólicos, aqueles que persistem no coração, na memória, no tempo, ganhando aquela eternidade que nos toca, efémeros que somos. Foi nesses lugares que o pintor inglês John O’Connor procurou, naturalmente, a alma de três cidades portuguesas, Lisboa, Porto e Coimbra, encontrando-a em praças, ruas e becos, miradouros e jardins, igrejas e monumentos, cafés e quiosques, e no rio que lhes corre no horizonte. Dos encontros nasceram as aguarelas e desenhos reproduzidos neste livro, quase um diário pintado das emoções que as três cidades lhe despertaram no olhar.» Fátima Vieira – Crítica de arte

Textos de:
Afonso Duarte / Alberto de Oliveira / Almeida Garrett / António Botto / António de Sousa / António Homem de Mello / António Lousada / António Manuel Couto Viana / António Sardinha / Calderon Dinis / Cesário Verde / David Mourão Ferreira / Egito Gonçalves / Euclides Cavaco / Eugénio de Andrade / Eugénio de Castro / Fernando Pessoa / Fialho de Almeida / Gil Vicente / Henrique Rêgo / Jacinto Soares de Albergaria / Jaime Cortesão / João de Lemos / José Gomes Ferreira / Luís de Camões / Luís Veiga Leitão / Manuel Teixeira Gomes / Mário Cesariny de Vasconcelos / Martinho de Brederode / Pedro Tamen / Raúl Brandão / Rose Macaulay / Rui Lage / Ruy Belo / Sophia de Mello Breyner Andresen / Teixeira de Pascoaes / William Beckford / Vasco Graça Moura

Edição Limitada a 500 exemplares
Edição bilingue (Português/Inglês)
Formato: 25 x 31,5 cm / 128 Páginas – ilustrado a cores e impresso em papel Stockwell Special 160 grs. 
Encadernação: Capa dura forrada a tecido com sobrecapa.
1ª Edição | Caixa Geral de Depósitos, 2009

INDISPONÍVEL

Aureliano Lima | O Homem Cinzento ou a Alquimia dos Números - narrativa

O texto em questão vive sobretudo dum diálogo entre o eu do narrador e o outro, apresentado sucessivamente como o «amigo», «um sujeito que se cola a mim como uma ventosa», «uma criatura cinzenta, baça, incomodativa», «um muro impenetrável» e finalmente, como se regressássemos à primeira caracterização com um novo entendimento, «o meu verdadeiro Amigo». O outro, ao contrário do que acontece com o tu que é sempre intermediário que permite vencer o nosso isolamento em relação á própria realidade, tenda a transformar-se apenas no substituto do eu. Desenha-se assim, uma metamorfose dum ser cujos limites, voltados para uma realidade hostil e que ele hostiliza pela própria possibilidade de a destruir ou alterar, tornam-se demasiado esbatidos para que possam traçar-lhe o perfil essencial: «Você não tem a face do seu espelho…». Da introdução

Introdução por Fernando Guimarães
Formato: 15 x 20,5 cm / 30 Páginas Br
1ª Edição do Autor, 1975

INDISPONÍVEL

Miguel Torga | Aqui, neste lugar e nesta hora – Actas 1º Congresso Internacional

Actas do primeiro congresso internacional sobre Miguel Torga / Apoio da Fundação Calouste Gulbenkian

“…Quando se recebe duma mulher inteligente, culta e sensível uma prova de dedicação como a de organizar e levar a cabo um Colóquio para melhor compreensão do que somos e fizemos no mundo, tem-se obrigação de estar são e escorreito para lho agradecer devidamente. E é a muito custo que rabisco estas linhas, que terão que ir assim, tortas e garanhas. Anima-me, contudo, a esperança de que, mesmo tartamudas, lhe darão fiel testemunho do que me vai na mente e no coração.” Carta de Miguel Torga à Drª Maria da Glória Padrão

Textos de: Albano Martins, Antônio Houaiss, Eduardo Lourenço, Eugénio Lisboa, Gonzalo Torrente Ballester, Helena Carvalhão Buescu, Jorge Listopad, José António Gomes, Luciana Stegagno Picchio, Maria da Glória Padrão, Óscar Lopes, Salvato Trigo, Teresa Rita Lopes, entre muitos outros

Desenho de capa: José Rodrigues
Formato: 16 x 23 cm / 520 Páginas
Encadernação: capa mole
1ª Edição | Edições Universidade Fernando Pessoa, 1994

INDISPONÍVEL

Natércia Freire | Liberdade Solar [Poesia]

Com este livro, Natércia Freire atinge o ponto mais alto da sua extraordinária carreira poética.
É um livro estranho e misterioso. Estranho pela concepção, e misterioso pelo halo oculto e transcendente que envolve cada um dos seus poemas. Em cada verso se pressente qualquer coisa para além dele. E para os entender bem, é necessário abstrairmo-nos da lógica formal e silogística e apreendermos os vários sentidos de cada palavra.
A Poesia é uma tentativa de expressão do inexprimível – tentativa conseguida neste livro quase até ao extremo limite. É também uma forma de comunicação que, embora oculta e secreta, é entre os homens a mais autêntica e profunda.
Natércia Freire dá-se por inteiro nos seus versos. Por essa razão, ao lado humano permanente, cheio de todas as revoltas e angústias, se acrescenta o desejo de conquistar a «Liberdade transcendente» a única possível para o verdadeiro Poeta.

Formato: 14 x 19 cm / 86 Páginas Br
1ª Edição | Sociedade de Expansão Cultural, s.d [1978]

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Conversas com Sarah Affonso | Maria José Almada Negreiros

“ O livro de Maria José Almada Negreiros traz os materiais necessários ao conhecimento dum homem e duma época e, consequentemente, ao levantamento do palco e dos personagens subjacentes ao grande espectáculo da sua obra.
Este livro é o reverso dos livros que se escrevem sobre Almada: livro de “pequena história” e, por isso, popular e sábio, porque os acontecimentos saltam da vida com a comunicabilidade com que acontecem e, logo a seguir, exigem da imaginação do leitor a recriação do movimento donde nasceu a obra do grande artista” António Alçada Baptista

Formato: 15,5 x 23,5 cm / 131 Páginas / Ilustrado com fotografias a p&b Br
3ª Edição | 1ª nas Publicações Dom Quixote, 1993

INDISPONÍVEL

Herberto Hélder | Photomaton & Vox [1ª Edição]

"Photomaton & Vox, contém textos cuja classificação genológica é difícil, na medida em que inclui «ramificações autobiográficas» e «notas pessoais», «artes poéticas» e metatextos em que se reflecte sobre a representação: pintura, escultura e cinema. Se, por um lado, a sua poesia é aqui concebida como um «corpo orgânico [...], um cosmos explícito, "objectual"», por outro, «a superação do caos exprime-se pelo encontro de uma linguagem» que por estes ensaios se procura."  In Dicionário Cronológico de Autores Portugueses

Capa de Manuel Rosa
Formato: 16 x 18,5 cm | 187 Páginas Br
1ª Edição | Assírio & Alvim, 1979

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Arnaldo Gama | só as Mulheres sabem amar (verdades e ficções – 1ºvol.)

Edição Popular de 1936
Obra de um portuense que passava as férias em S. Miguel das Aves.
Reunidas no volume “Só as Mulheres Sabem Amar” (Verdades e Ficções), Arnaldo Gama publicou nesse ano uma série de novelas de cariz romântico. Entre essas novelas, destaca-se “Um Defeito de Organização”, não só porque a acção se passa em São Miguel das Aves e nas terras vizinhas, mas sobretudo porque permanece como um testemunho dos usos e costumes e também a linguagem das gentes do Minho (região à qual S. Miguel das Aves pertencia).

" O Minho tem uma fraseologia e uma pronúncia particular. Não é só nos bb e nos vv que erra a pronúncia; erra-a nos rr e nos ll ainda mais escandalosamente,e, sobretudo, erra-a no modo arbitrário como cada um pronuncia as palavras, ainda mesmo aquelas que são exclusivas da província". (...)Para provar o que digo, vou pois fazer falar os minhotos com a pronúncia que se pode chamar o tipo geral da província.
 - E o criado?
 - Lá 'stá de catrambias na barra. Honte caijo morria de uma topada à porta do quinteiro: a lûa 'stava bem crara mas aquilo é um 'stavareda, binha muito fistor p'la porta dentro, tropeçou num fueiro que 'stava no chom, e esmurrou as ventans e os queixos na padieira da porta, e esfarrapou as caurças. Ficou com a cabeça vastante relaxada da cahida, e assim pediu-me que biesse 'stifazer a ovrigação.
- E que horas são?
-Aicho que onze; o sol já vai aurto ha munto.

O autor, em nota de rodapé (pag. 35, 36 e 37) esclarece o leitor sobre as palavras barra e 'stavareda. Esta última ainda se usa por cá. Transcrevo a nota sobre a barra ( que, quando criança, ainda vimos tal e qual... " Grande taboleiro, sobrado, ou como quiserem chamar, a modo de sótão, cheio de palha, e por cima dos currais do gado, por cuja porta se entra para ele, e onde dormem os criados e os filhos varões dos lavradores do Minho, enquanto são solteiros."

Formato: 13,5 x 19 cm / 137 Páginas Br
1ª Edição | A. Figueirinhas, 1936

INDISPONÍVEL

Sons de Lisboa - Uma biografia de Valentim de Carvalho | José Sarmento de Matos

Rui Valentim de Carvalho, pioneiro da indústria discográfica em Portugal. Editor histórico de Amália Rodrigues e de grande parte da produção musical portuguesa. Entre os portugueses destaca-se Amália Rodrigues mas também artistas como António Variações, Carlos Paredes, Hermínia Silva, Lucília do Carmo, Max, Celeste Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Camané, Rui Veloso, Jorge de Palma, entre tantos outros.
O prestígio dos estúdios criados por Rui Valentim de Carvalho, atraíram, também a Portugal nomes internacionais como António Machin, Juan Manuel Serrat, Júlio Iglésias, Cliff Richard, os Shadows, Vinícios de Moraes e os Rolling Stones.

«O incêndio que no dia 25 de Agosto de 1988 reduziu a cinzas grande parte do Chiado, introduziu uma nova dimensão neste livro…
A Fundação Gulbenkian possuía algumas fotos desses originais, gentilmente cedidos pelo Centro de Arte Moderna e o seu Centro de Documentação. A Sociedade Portuguesa de Autores pôs à disposição o seu arquivo, onde se puderam colmatar lacunas do precioso espólio…
Assim foi possível reunir a recolha gráfica que ilustra este livro, cujo interesse ultrapassa evidentemente o mero caracter documental ou ilustrativo, cabendo aqui um agradecimento especial a todos que o tornaram possível.
Um agradecimento a todos os que, pelos seus depoimentos ou de outras formas, tornaram possível este livro. Cito também para David-Mourão Ferreira e João Belchior Viegas, a Srª D. Maria Amélia Lopes Ribeiro, Fernando Caetano da Silva, Maria da Graça Barbosa de Carvalho, Rui Valentim de Carvalho, David Ferreira e Maria Nobre Franco». José Sarmento de Matos (na nota introdutória)

Formato: 21 x 29,5 cm / 128 Páginas Muito Ilustrado
Encadernação: Capa dura com sobrecapa
1ª Edição | Publicações Dom Quixote, 1989

Indisponível

João Aguiar | Navegador Solitário

Solitão Fernandes nasceu em Giestal dos Frades, filho de gente desonrada e trabalhadora. Guiado por tão sábios ensinamento, Solitão navega com êxito no oceano revolto que é a sociedade deste nosso fim de século e aprende rapidamente a vencer na vida. Só que, de repente, tudo muda...
O relato das navegações de Solitão Fernandes no mar português contemporâneo desenrola-se em paisagens pintadas com ácido e adornadas com sorrisos torcidos, mas também com algum humor inocente. Nas margens desse mar, esconde-se até um pouco de ternura envergonhada.

Formato: 13,5 x 20 cm / 398 Páginas
Encadernação: Capa dura c/sobrecapa
5ª Edição | Edições Asa, 2000

INDISPONÍVEL

Ilha de Moçambique pela Voz dos Poetas | Compilação de Nelson Saúte e António Sopa

Uma bela produção, e com grande abrangência sobre a literatura dedicada à Ilha. Com alguns registos de viajantes anglófonos, com textos "populares", canções locais ditas anónimas pois o povo é anónimo, seja qual for o "folclore", entretanto já desanonimizadas.

«Falas e gentes, culturas e povos reencontram-se, em sagração, na encruzilhada secular desta Muipíti, incrustada no Índico, mirando pachorrenta o Oriente, na inédita cumplicidade entre o macúti e a pedra e cal, o maulide e o açafrão, o m'siro e o colar de prata, o caril e o tufo, expressando-se em macua, swahíli, árabe, português, eu sei lá!, que esta Ilha de Moçambique, nos flancos que se abrem à reconciliação entre Caliban e Próspero, a despeito de alguns complexos que subsistem, aglutina e resguarda, como manancial de quem somos tributários, á incomensurável distância, o repositório de uma memória que a singulariza na prole da moçambicanidade através de um hierático mosaico cultural.» Nelson Saúte 

Autores / Textos:
Alberto de Lacerda / Alexandre Lobato / Álvaro Belo Marques / António Ennes / António Pinto Miranda / Augusto de Castilho / Camões / Carlos José Caldeira / Eduardo White / Elis Karlsson / Frei Bartolomeu dos Mártires / Frei João dos Santos / Gaspar Correia / Glória de Sant’Anna / Gouvêa de Lemos / Guilherme de Melo / Henrique Salt / João Baptista de Montaury / Joaquim José Varela / Jorge de Sena / José Craveirinha / José Joaquim Lopes de Lima / José Pedro da Silva Campos Oliveira / Lília Momplé / Lyons McLeod / Luís Carlos Patraquim / Nelson Saúte / Neves e Sousa / Orlando Mendes / Pde. Monclaro / Rui Knopfli / Thomas Boteler / Tomás António Gonzaga / Vasco da Gama e Virgílio de Lemos, 

Grafismo: Armando Alves
Formato: 15,5 x 23,5 cm / 200 Páginas com ilustrações e fotografias a preto & branco / Br
1ª Edição | Edições 70 / Comissário-Geral de Moçambique na Expo Sevilha, 1992.

INDISPONÍVEL

Valter Hugo Mãe | Estou escondido na cor amarga do fim da tarde

estou escondido na cor amarga do
fim da tarde. sou castanho e verde no
campo onde um pássaro
caiu. sinto a terra e orgulho
por ter enlouquecido. produzo o corpo
por dentro e sou igual ao que
vejo. suspiro e levanto vento nas
folhas e frio e eco. peço às nuvens
para crescer. passe o sol por cima
dos meus olhos no momento em que o
outono segue à roda do meu tronco e, assim
que me sinta queimado, leve-me o
sol as cores e reste apenas o odor
intenso e o suave jeito dos ninhos ao
relento

Desenho da capa: Isabel Lhano
Formato: 13,5 x 21 cm / 66 Páginas Br
1ª Edição | Campo das Letras, 2000

INDISPONÍVEL

As Quatro Estações [1ª Edição para bibliófilos, numerada e assinada por Armando Alves, 1977]

Edição para bibliófilos, numerada e assinada por Armando Alves, apresentada em folhas soltas numa carteira própria de cartolina.
Textos de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Vergílio Ferreira e Almeida Faria. Ilustrações (Impressas à parte) de Ângelo de Sousa, José Rodrigues, António Cruz e Armando Alves 
Os textos são antecedidos de uma reprodução a cores de iluminuras dos séculos XIV e XV.

Foram tirados 1100 exemplares em papel Damier de 150 gramas, destinando-se particularmente a bibliófilos.
Formato: 21 x 32 cm / 52 Páginas
Encadernação: Folhas soltas numa carteira própria de cartolina.
1ª Edição Numerada e assinada | Editorial Inova, 1977 

Exemplar em Excelente Estado. Carteira em cartolina apresenta um ligeiríssimo desgaste. Folhas interiores em excelente estado.
                                             
                                              INDISPONÍVEL

Mário de Carvalho | Quem disser o contrários é porque tem razão [1ª Edição]

Ser escritor. O texto ficcional. Dilemas, enigmas e perplexidades do ofício. No vale das contrariedades. Nada do que parece é. O «assertivismo» é um charlatanismo. A valsa dança-se aos pares: escrita e leitura, autor e leitor, personagem e acção, causalidade e verosimilhança, contar e mostrar, o dentro e o fora, a superfície e o fundo. O bico-de-obra do primeiro livro. Por onde começar? Com que começar? Com quem começar? A manutenção do interesse. Não há regra sem senão; não há bela sem razão. Ou o oposto. Riscos, cautelas e relutâncias.

Obra Vencedora do Prémio P.E.N. Clube Português
Formato: 14 x 21 cm / 276 Páginas Br
1ª Edição | Porto Editora, 2014

INDISPONÍVEL

Miguel Torga / Graça Morais | Um Reino Maravilhoso

É um maravilhoso livro-objecto que junta dois vultos maiores da cultura portuguesa do século XX.
O texto de Torga (que começa em jeito de fábula: "Vou falar-lhes de um Reino Maravilhoso") foi proferido em 1941 num congresso sobre Trás-os-Montes; as pinturas de Graça Morais (49 no total) fazem parte das séries Terra Quente, As Deusas da Montanha e Metamorfose. É um mundo fantástico, dos animais, da lavoura, das árvores, das gentes. Do granito, das serras, das montanhas. De um "sol de fogo" e "um frio de neve". O maravilhoso reino da terra, diz Torga: "O que é preciso, para os ver (estes mundos), é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite."

Colaboração das Câmaras Municipais de Bragança, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Vila Flôr e Junta de Freguesia de São Martinho da Anta.

Formato: 24,5 x 29 cm / 100 Páginas impressas em papel couché semi-mate 150g/m2
Encadernação: Capa Dura forrada a tela c/Sobrecapa
1ª Edição | Publicações Dom Quixote, 2002

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Almeida Faria | O Conquistador (Desenhos de Mário Botas) 1ª Edição

«O Conquistador" é, sem reservas, um livro divertido, original, surpreendente e sobre si mesmo fechado como um teorema explosivo, melancólico e eufórico ao mesmo tempo. A subtil alternância de ritmos, o jogo entre a ironia e a seriedade dão uma densidade ao texto que transfigura em fábula e mito o que podia não ser mais do que trouvaille. Afinal, entre o D. Sebastião liberto (e libertino) e o amoroso, é o último que sobe aos céus.» Eduardo Lourenço 

Desenhos: Mário Botas
Formato:13,5 x 21 cm / 134 Páginas Br
1ª Edição | Editorial Caminho, 1990

INDISPONÍVEL

Sophia de Mello Breyner Andresen | A Árvore [1ª Edição]

«A Árvore» e «O Espelho ou o Retrato Vivo» foram inspiradas por dois contos tradicionais Japoneses. Mas quem conta um conto acrescenta um ponto – como diz o ditado.
«A Árvore» foi-me contada pelo escritor Isaac Tesuka. Ao seu conto acrescentei diversos pontos, variações, divagações. Assim o poema do leão de papel é uma tradução minha de um poema tradicional japonês que li em inglês, num livro sobre o japão. O segundo poema que aparece no final da história é um poema meu.

Arranjo gráfico de Armando Alves
Formato: 16,5 x 16,5 cm / 52 Páginas Br
1ª Edição | Figueirinhas, 1985

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